Há algum tempo era muito difícil a comunicação entre as pessoas. Geralmente eram expressas por telefone, telegrama, cartas, conversas, recados através de amigos, vizinhos, conhecidos e porque não no próprio tête-à-tête, fazendo-se presente, indo no pé-dois ou ainda pelo transporte disponível, bonde, trem, ônibus, navio ou avião, conforme a pressa.
Tudo era muito complicado, mesmo porque há cinqüenta anos era tudo muito diferente. Os recursos eram modestos, ineficientes. Os telefones, além de caros, não funcionavam direito. Os serviços postais e telegráficos eram uma droga e atravancados, sendo objeto de chacotas e piadas. Mesmo assim, eram dominados por poucos privilegiados.
A verdade, embora muito contestada, é que essa área só se desenvolveu por ocasião do governo militar, que peitou as tradicionais estatais e concessionárias do sistema transformando-as em empresas desenvoltas, sérias e prestativas, que modernizaram e estenderam o sistema a toda a população, com terminais públicos (telefones/correios) e particulares, além dos comerciais.
Daí a transformação total e a respectiva evolução até chegar ao que é hoje, na era da informática, que nos possibilita livre acesso ao mundo, sem sair de casa.
Por isso mesmo, não é aceitável de ninguém a desculpa: não tive um tempinho... Ah! Vá lamber sabão sô... Você NÃO tem que ir ao posto telefônico e ficar muitas horas aguardando sua vez ou ainda comprar um bloco de papel, caneta, envelopes, escrever a carta, ir ao correio, entrar na fila do selo ou ainda mandar um telegrama que, quando chegava, meio truncado, já estava com o prazo vencido. Hoje se anda tropeçando nos “orelhões” ou caixas de coleta postal e, ainda, a maioria de “qualquer um” tem em casa ou no escritório, interligado a Internet, um micro computador, fora, sobrando por aí, em qualquer beco de galeria, as lan houses e cyber cafés, tudo à disposição.
Naquela época, jamais imaginaríamos que evoluiríamos a tal ponto de chegar às facilidades que temos hoje.
Em casa, sem tirar a bunda da cadeira, podemos vender, comprar, pagar, estudar e até contatar os amigos, o que se faz raramente. Embora com disponibilidade de e-mail, utilizado, na maioria das vezes, para retransmitir mensagens políticas, cômicas, filosóficas ou ainda organizar outras tramas, tudo isso é feito sem dar um alo carinhoso.
Por essas e por muitas outras, não deixe que seus correspondentes fiquem no “aguarde-se”. É muito fácil responder ou acusar o recebimento de uma mensagem, lembre-se que o sistema não FALHA...
Bento, Jayme Bento
Jay/fim
Oi ! Grande abraço, seu blog está maravilhoso, é uma maneira de nos aproximarmos de quem deseja se aproximar.
bjs Pai Jay
Posted by: Fernando | 20 de novembro de 2007 at 04H29m11s America/Los_Angeles